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eu sempre acreditei piamente no poder da informação como a coisa mais importante das nossas vidas — histórias afirmam quem somos, e todos queremos confirmações de que nossas vidas têm significado. E como diz Andrew Stanton, diretor da Pixar, nada faz uma confirmação maior do que quando nos conectamos através de histórias. “Elas podem cruzar as barreiras do tempo, passado, presente e futuro, e nos permitir experimentar as similaridades entre nós mesmos e através de outros, reais ou imaginados.”

Também contei que a história da minha família talvez tenha sido o maior exemplo que precisei para abraçar a importância da “disseminação da informação” como a coisa mais importante da minha vida profissional. Tanto as famílias do meu pai, os Vitale e os Brancatelli, como a da minha mãe, os Razos e Naninis, migraram da Itália para o Brasil em busca de melhores oportunidades. Como será que eles souberam que haviam empregos e novas sortes em uma terra tão longe? Como eles aprenderam a navegar por uma cultura tão diferente? Colecionei um monte de outras perguntas semelhantes ao longo da minha carreira. Como fazer com que informações importantes chegassem até as pessoas certas? Como uma pessoa consegue encontrar informações que possam ter um impacto real em sua vida? Como influenciar diferentes grupos de pessoas?

Nos últimos 16 meses, tenho tentado encontrar algumas respostas para essas perguntas. Me juntei ao time do LinkedIn em Nova York, São Francisco e Sunnyvale para trabalhar ao lado de engenheiros, jornalistas, gerentes de produtos e cientistas de dados na construção de ferramentas e algoritmos capazes de informar melhor as pessoas com informações que possam ser realmente importantes. Abaixo, divido mais algumas coisas que tenho aprendido por aqui – e espero que essas experiências possam ser úteis para outras pessoas que queiram seguir o mesmo caminho.

Antes de tudo, não esqueça das pequenas ações — elas podem ter um impacto enorme.

Muitas vezes, o segredo não é construir um produto novo, mas sim aprimorar algo que já existe.

Ao reimaginar os relacionamentos das empresas com seus consumidores, você pode ajudar seus clientes a transformarem seus negócios e aumentarem seu impacto.

Então antes de propor algo totalmente inédito, analise as oportunidades dos sistemas que já estão a sua volta — descubra os pontos fracos e então preencha os espaços entre eles.

Convença pessoas a se juntar ao seu projeto.

É muito melhor ser curioso e bom em várias áreas do que ser brilhante em apenas uma única coisa.

Minha colega Marisa Wong já escreveu sobre isso, você pode ler mais aqui. Quanto mais pessoas você tem apoiando sua causa, mais provavelmente você conseguirá influenciar a pessoa responsável por tomar decisões.

Quando uma empresa decide construir novos produtos ou mesmo melhorar algum sistema que já existe, ela pensa: qual o ROI para colocar recursos neste produto? Como ele pode crescer? Este recurso ajudará alguma métrica importante?

Se você tiver mais profissionais para ajudar nessas respostas, alinhando assim seu projeto com o objetivo e/ou métricas da empresa, será muito mais fácil conseguir o que quer.

Contrate para lidar com o crescimento, não para gerá-lo.

Só contrate quando você estiver completamente desesperado para ter alguém neste cargo — não contrate alguém para fazer algo que você ainda não sabe o que é.

Se você não tiver certeza se precisa contratar para uma vaga específica, provavelmente está muito cedo.

Toda vez que vi startups ou mesmo grandes empresas contratando pessoas para gerar crescimento de formas que elas ainda não tinham dominado, elas falharam na maioria das vezes.

E isso nos leva a um outro problema: demitir pessoas é uma parte difícil do trabalho. Não tem nem muito o que falar — é realmente horrível, e geralmente seu instinto sabe que você precisa demitir alguém muito antes de você aceitar e fazer isto.

Ainda assim, quando as contratações dão certo e os projetos ganham pernas próprias, uma das maiores alegrias é ver outras pessoas emergirem como novos líderes.

Tenha uma visão de mundo clara e uma missão para seguir em sua carreira.

Desenvolver uma marca pessoal também é essencial — existem diversos gerentes de produtos por aí, qual será então o seu diferencial?

Eu, por exemplo, tento sempre mostrar que quero melhorar o resultado final dos produtos com ações dirigidas por dados e caracterizada por alguma criatividade. Meu mote pessoal é aquele lá do começo do texto: quero conectar a mensagem certa com o público correto. Então esse sempre é meu objetivo quando tento propor algo diferente: estou tentando fomentar conexões duradouras com o meu público ao criar conteúdos envolventes que geram confiança e incentivam algum tipo de ação.

Torne sua marca pessoal parte de experiência do consumidor, e leve sua mensagem às pessoas corretas, no momento correto.

Abaixo estão os outros temas que já discuti em outros artigos.

Não é preciso ser engenheiro para ser um Gerente de Produtos. Mas é preciso aprender a se comunicar de formas diferentes.

Os Gerentes de Produtos (ou Product Managers, ou simplesmente PMs) que me influenciaram durante os últimos meses vieram de áreas totalmente diferentes: Engenharia, Marketing, Finanças, Consultoria, Design e até mesmo Jornalismo. Quase ninguém realmente vem de Produtos. A única coisa realmente exigida é o interesse real com a experiência dos usuários. E para alcançar isso, você precisa aprender a ouvir e se comunicar com outros profissionais que pensam de forma completamente diferente de você.

Engenheiros de relevância, por exemplo, aqueles que trabalham com o algoritmo do seu feed ou mesmo com carros autônomos, encaram problemas de uma forma extremamente mais pragmática.

Já designers ou consultores gostam de usar expressões como “holisticamente” ou “vamos dar uma pausa aqui para reagrupar”.

O importante é entender os diferentes raciocínios, e apontar uma visão única para que todos na equipe possam ter o mesmo objetivo — mesmo que eles tomem caminhos diferentes para chegar até o destino. Então tente expandir o seu senso de empatia o mais rápido possível, e encontre uma forma de atiçar os cérebros à sua volta. Entenda as motivações e seja o principal estimulador dos seus colegas.

Bons PMs conseguem fazer com que pessoas que não estão nos seus times trabalhem para eles. Lembre-se: pessoas são mais importantes que ideias — e as melhores ideias vem depois.

Encontre um Gerente de Produto para ser o seu mentor

Ter um mentor é essencial — e quanto mais assustador for o PM, melhor. Pergunte o que ele ou ela já leu e o que está lendo atualmente, qual podcast ouve, como chegou até ali, onde planeja estar no futuro…. Peça para acompanhá-lo em reuniões, nem que seja só para ficar láááááá no fundo fazendo anotações.

Por mais que você aprenda toda a parte técnica necessária para o trabalho rapidamente, a parte mais difícil talvez seja desenvolver uma postura de liderança — o que eles chamam de “gravitas” —, e observar outras pessoas é a melhor maneira de entender o que isso realmente significa na dia-a-dia. Não subestime a importância dessas conversas informais e da pura observação.

Trabalhe com narrativas, protótipos e validações

Defina o que você planeja criar e monte uma história que ajude a sua equipe a entender a sua visão — Fulano precisa de “X”, então ele abre o aplicativo “Y” e faz a ação “W”; para isso, o sistema vai ter que responder com a comando “K”… Quanto mais detalhado esse primeiro mapa, mais fácil será a criação do protótipo.

A partir daí, teste suas soluções o mais rápido possível: utilize dados qualitativos (entrevistas, por exemplo) e dados quantitativos (métricas) para guiar suas decisões. Dados quantitativos dirão “o quê”, enquanto dados qualitativos responderão “por quê”. Teste, otimize, repita. Teste, otimize, repita. Teste, otimize, repita. Esses dados vão incorporar uma coleção inestimável de experiências com as quais podemos aprender e aprimorar nossas ideias.

Um bom produto ou uma boa estratégia nada mais é do que uma boa história bem-contada. A jornada é a mesma. É preciso manter em mente o que cativa como se você fosse parte da público/consumidor, e não pensar no que é divertido de fazer como um Gerente de Produto ou um engenheiro ou um jornalista. A definição dessa “jornada” é essencial, mas você só vai descobrir sobre o que realmente é quando chegar ao fim dela. Então reescreva, teste, mude, peça por mais opiniões, escute outras pessoas e busque inspiração em tudo o que puder. Você deve se identificar com as situações e reações do seu público-alvo, e não criá-las de qualquer forma. Você agiria da mesma maneira que eles?

Tente descobrir o que impulsiona as pessoas e as ações que elas fazem — o que nos faz funcionar e como o mundo funciona. Se necessário (acredite, será necessário), admita erros que vão ocorrer no processo e mude de direção até acertar. Sempre estude o impacto que seu produto terá e lembre-se de refletir nos efeitos posteriores.

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/desenvolver-uma-marca-pessoal-%C3%A9-essencial-mercado-de-qual-rodrigo/?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-3-Unknown&midToken=AQFxFlWNX2higg&fromEmail=fromEmail&ut=0wqPutUnkOjUw1

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